lunes, 5 de septiembre de 2016

kd lang / Tony Bennett * Blue Velvet * Tribute

Tony Bennett - Blue Velvet

Literatura desde Macondo: La traducción, de Pablo De Santis





martes, 3 de enero de 2012

La traducción, de Pablo De Santis


Ambientada en Puerto Esfinge, una recóndita ciudad marítima, casi fantasmal, donde todo aparenta haber sido abandono, o desahuciado desde hace tiempo, La Traducción, de Pablo De Santis, encuentra un escenario perfecto donde desarrollarse.
Breve y narrada en primera persona, Miguel De Blast, su protagonista, relata con detalle los hechos de un Congreso de Traductores donde las traducciones y sus vicisitudes, quedan relegadas a un segundo plano cuando empiezan a morir algunos congresales. De Blast, quien decide participar de dicho evento cuando confirma la presencia de su ex mujer, también se reencuentra con su eterno rival, alguien más exitoso que él, que, además, fue quien lo separó de ella.
Son esas extrañas muertes las que van creando un clima tenso, donde un lenguaje desconocido podría tener una estrecha relación con los decesos. De Blast, tendrá que avanzar con pasos inseguros en ese triángulo amoroso, mientras intenta entender lo que ocurre y develar el misterio.
Esta novela policial, escrita con simpleza, logra sostener un clima apropiado donde los secretos, los silencios y lo oculto pueden combinarse sin decaer hasta el final, para que luego las piezas del rompecabezas puedan ir  encastrando sin dificultad.
De Santis progresa con soltura en un análisis subyacente en la novela sobre las relaciones humanas: leemos sobre amor, traición, rencor, relaciones de poder, admiración y desprecio en esta obra. Son estos sentimientos los que en verdad rigen a los protagonistas, aunque el autor, hábilmente con su pluma, logra mimetizarlos con la trama policial, para no perder de vista que el entretejido de crímenes es el verdadero argumento.
Aún así,  puede haber quienes busquen un punto de ruptura en el texto o la famosa vuelta de rosca esperable en una novela de este tipo, y eso sea, quizás, lo ausente, lo que no llega. Parece existir a lo largo de la narración una vedada promesa de ese algo más, que no llega a consumarse. Parece ser necesario cerrar el círculo y entender ciertas cosas que quedan inconclusas. Ahora, como si también hiciera falta ‘traducir’ al lector algunas ausentes explicaciones, ¿esto es, también, un recurso del autor? ¿De Santis sabe de estos espacios sin llenar y los utiliza a conciencia para darle un toque diferente a su libro? Estas son preguntas que cada lector deberá responder cuando emprenda la lectura de La Traducción y, al final, vislumbre o no, todo aquello que no se dice.

miércoles, 31 de agosto de 2016

The Hidden Library Of Alexandria - Ancient Mystery Documentaries

Fascinante: vídeo em 3D convida-nos a passear pela antiga cidade de Alexandria!


Por: Renato Drummond Tapioca Neto
Erigida em 331 a.C. por ordem de Alexandre o Grande, Alexandria, cidade portuária que leva o nome do seu fundador, é uma das construções mais conhecidas da Idade Antiga. Famosa pela sua grande biblioteca (que não tem relação com a atual) e pelo farol, tido como uma das 7 maravilhas do mundo, por anos ela foi o centro do poder no Egito sob o reinado dos Ptolomeus, última dinastia de faraós, cujo governante mais famoso foi nenhum outro senão Cleópatra VII. Ao longo dos séculos, a cidade sobreviveu à ascensão e queda de impérios e foi o lar de muitos estudiosos e filósofos. Infelizmente, uma série de eventos tiveram um efeito danoso sobre seu perímetro urbano, como o incêndio que devastou a biblioteca junto com sua vasta coleção de papiros e manuscritos. Em 1323 d.C., um grande terremoto destruiu o que restava de sua antiga glória, o farol. Hoje, a atual Alexandria em nada lembra a sua versão anterior. Contudo, a equipe do Ancient Vine Studios apresentou um vídeo em 3D onde é possível passear pela antiga cidade portuária e conhecer seus edifícios famosos, como o farol, o palácio de Cleópatra e a biblioteca. Confira:
Depois de conquistar a Síria em 332 a.C., Alexandre o Grande rumou com seu exército para o Egito, onde fundaria a mais famosa de suas vinte Alexandrias, originalmente localizada na pequena cidade portuária de Rhakotis. Alexandre pretendia fazer dali uma grande capital para o seu império ascendente. Encantado com o projeto arquitetônico da cidade, o historiador Strabo (63 a.C – 21 d. C.) escreveu que “a cidade tem recintos públicos e palácios magníficos, que cobrem um quarto ou um terço de toda a área”. Tais palácios e grandes casas, descritas por Strabo, porém, não existiam antes da chegada de Alexandre, que se tornou muito querido pelos egípcios e foi proclamado semideus pelo oráculo de Siwa. Contudo, o monarca passaria poucos meses ali. Ele marchou com seu exército para Tiro, na Fenícia, deixando seu comandante, Cleomenes, para supervisionar a construção de Alexandria.  Cleomenes logo foi substituído por Ptolomeu, um dos generais de Alexandre e fundador da dinastia Ptolomaica (332-30 a.C.). Quando o soberano morreu, em 323 a.C., Ptolomeu trouxe seu corpo embalsamado para a cidade, onde foi sepultado à moda egípcia.
Com a morte de Alexandre o Grande, seu vasto império foi dividido entre os seus generais. Ptolomeu o sucedeu como faraó no Egito e transferiu a capital do país da antiga cidade de Mênfis para Alexandria. De acordo com o historiador Mangasarian:
Sob os Ptolomeus, uma linhagem de reis gregos, Alexandria logo entrou em emergência, e, acumulando cultura e riqueza, se tornou a mais poderosa metrópole do oriente. Servindo como porto da Europa, ela atraiu o lucrativo comércio da Índia e da Arábia. Seus mercados foram enriquecidos com as lindas sedas e tecidos dos bazares do oriente.  Riqueza traz lazer, e, por sua vez, as artes. Ela se tornou, como o tempo, o lar de uma maravilhosa biblioteca e de escolas de filosofia, representando todas as fases e os tons mais delicados de pensamento. Ao mesmo tempo, era crença geral de que o manto de Atenas havia caído sobre os ombros de Alexandria.
A cidade cresceu bastante e passou a atrair acadêmicos, cientistas, filósofos, matemáticos, artistas e historiadores, tais como Eratóstenes, Euclides, Arquimedes e Hero, cada um deles contribuindo para o enriquecimento de uma das mais famosas bibliotecas de que a história tem registro.
A Grande Biblioteca de Alexandria.
A Grande Biblioteca de Alexandria.
A construção da Grande Biblioteca de Alexandria começou sob o reinado de Ptolomeu I (305-285 a.C.) e foi completada no de seu filho e sucessor, Ptolomeu II (285-246 a.C.), que fez muitos pedidos de livros a outros governantes e acadêmicos para enriquecer a coleção. Segundo os historiadores Oakes e Gahlin, “havia espaço [na biblioteca] para até 70.000 rolos de papiro”. Muitos dos livros foram comprados, embora outros meios também fossem utilizados para adquiri-los: “com o intuito de adquiri obras cobiçadas, todos os navios que entravam no porto eram vasculhados. Todo o livro encontrado era levado para a biblioteca, onde se decidia se seria devolvido, confiscado ou substituído por outra cópia”. Até hoje ninguém sabe ao certo quantos títulos eram abrigados na Biblioteca de Alexandria, contudo, é possível fazer uma estimativa de 500.000 obras. Diz-se que Marco Antônio e Cleópatra teriam doado 200.000 livros para a instituição.

The Lighthouse of Alexandria and the Ancient Port of Alexandria